“Ainda Assim, Eu Escrevo”
Chamei a esta página do blogue “A Rua em Cerejeira em Flor” — o
livro que ninguém quer ler.
Ninguém pediu o meu livro. A escola onde ia fazer o lançamento não quis saber,
mesmo com o professor Marco Neves disponível para o apresentar.
Ninguém quer saber do que eu tenho para contar.
Eu sei que não sou um José Rodrigues dos Santos — que vende muito, mas,
na verdade, escreve sempre sobre os mesmos temas: um segredo que vai abalar a
sociedade e, afinal, o segredo nem é grande coisa.
O meu sonho é ser escritor.
Quero mostrar o que escrevo a quem o queira ler, mas ninguém me dá uma
oportunidade.
E isso deixa-me triste.
Fiz o pedido, mas ninguém o pediu.
Ninguém disse: “Eu quero um.”
Mas eu não desisto.
Sou teimoso — e a minha mãe sempre disse que eu dava um bom franciscano.
Obrigado por me ouvirem.
— André Vilaça
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